O Silêncio que ninguém ouviu
Gosto de Lars Von Trier. Entre os cineastas mais recentes, o mais interessante. Sempre que assisto seus filmes penso exatamente com a densidade que queria pensar. Foi assim em “Nó na garganta”, “Dançando no Escuro”, “Dogville”, “Monderlay” e agora, recentemente, “Ondas do Destino”. Suas preocupações também se fazem minhas. São repetitivas mas não menos interessantes em cada filme. Os temas são sempre os mesmos: conservadorismo, corrupção moral, intolerância, alteridade, ilusões. Assisti “Ondas do Destino” e, mais uma vez, os temas foram esses. No entanto, centrado no “Amor”, tema recentemente redescoberto por artistas, intelectuais e irreconhecível muitas vezes por muitos amantes. A trilha sonora é interessante porque reúne canções memoráveis da década de 70. Ouvir Leonard Cohen no cinema é sempre uma experiência incomum. Mesmo porque não se faz mais trilhas como antigamente. Passei duas horas após sair do cinema e jantar em silêncio. Perguntado se havia gostado do filme disse que sim. Embora preferisse “Hulk”, “Kung Fu Panda”, “Jogo de Amor em Las Vegas” e “Batman – O Cavaleiro das Trevas”. É mais ou menos como disse Heath Ledger, ao fazer o Coringa: “Escolhi o caos”.

2 Comentários:
Só vi um filme dele, o Dogville, um dos melhores que já vi na vida. O filme é fantástico por tudo oq ue vc descreveu sobre o estilo do diretor de mostrar a natureza humana de um novo ângulo, usando o que de melhor temos: a palavra.
Muitas coisas me chamaram a atenção no filme, como o cenário, que, quase inexistente, se tornou uma grande atração. A outra é mostrar o que as pessoas se transformam quando têm a absoluta certeza de que a outra estão em suas mãos. Pode reparar.
Bjos.
Dogville também é um dos meus filmes preferidos. De fato: ele teatraliza sua cinematografia e faz disso uma grande, trágica, piada. Não pensei a respeito do que você observou, Dedinhos. Gostaria, inclusive, de observar com mais calma. O problema será conseguir vê-lo novamente. Estou numa fase "Happy", digamos assim, para aprofundar-me na ótica "Lars von Trieriana". Mas isso é uma outra história.
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