quinta-feira, 31 de julho de 2008

As Perdas nossas de cada dia

Não costumo refletir sobre as perdas. Mas isso não quer dizer que seja indiferente a elas. As perdas doem. Algo deixar de existir é algo muito triste. Talvez, por isso, negue-me a refletir a respeito. Talvez por não ter sido ensinado a perder. Em gearl, não se está preparado para perder. Primeiro, na infância, costuma-se perder objetos; na juventude, jogos, namorados e namoradas; na idade adulta costuma-se perder a razão e oportunidades e na velhice, definitivamente, pessoas, não necessariamente nessa ordem. A vida é tão matreira que o que perdemos na maioria das vezes não percebemos. Isso é difícil de aceitar. Pior é quando a perda envolve pessoas, quando não temos oportunidade de dizer adeus ou quando tomamos consciência de que poderíamos ter feito em relação a elas: uma oportunidade de nos tornarmos mais dignos; mais vivos; mais humanos; mais racionais. Observar a dor da perda nos outros é muitas vezes, egoisticamente, um alivio porque não se trata de nós. Mas, e quando nossa hora chegar? O que seríamos capazes pensar, querer? Será que haverá alguém ao nosso lado? Piegas é uma palavra que existe e pode ter um significado muito diferente do que imaginamos. Na maioria das vezes não sabemos o que é realidade. Apenas imaginamos.

4 Comentários:

Às 1 de agosto de 2008 às 06:48 , Blogger Casa Amarela disse...

pior ainda perder o amigo. Que bom que voltou a ter blog, sernhor Comendador. É um primor. Prazer ler e reler crônicas conhecidas minhas. Abraço virtuoso e feliz.

 
Às 2 de agosto de 2008 às 05:03 , Blogger Moderninho Ultrapassado disse...

Oi, Geórgia, bom-dia. Amigo não se perde amigo se encontra. O prazer é meu tê-la de vez em quando por aqui. Apesar de não ser uma Casa Amarela sinta-se a vontade. Beijo.

 
Às 6 de agosto de 2008 às 07:12 , Blogger Unknown disse...

Eu sofro só de pensar em perder quem eu amo. Não gosto nem de pensar sobre isso. Cadê aquele fecho de luz que usavam em MIB? Preciso depois de ler este post.
rsrs
Bjos!

 
Às 8 de agosto de 2008 às 06:03 , Blogger Moderninho Ultrapassado disse...

Já perdi noção do tempo, noção da hora; já perdi passagens, lembranças, boas memórias; já perdi livros dos outros e até tesão. A Minha sempre fala que eu só não perdi a cabeça porque está "colada" no pescoço. Se eu contar a ela que já perdi a cabeça ela não acredita. Para você ver as coisas como estão: o impossível sempre acontece.

 

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