Minha Sobra
Tenho uma namorada que se chama Renata Maria: linda, musa, a quem eu carinhosamente chamo de “Comunista Mulherzinha”. Ela, assim como todos nós, tem uma mãe. Uma mãe que, assim como todas as outras pessoas, possui suas particularidades. A mãe de Renatinha é pirangueira.
Renata não mora mais com os pais faz muito tempo. Mas, de quando em quando, conta algumas histórias quando faz uma visita. Umas tristes, outras misteriosas e ainda há aquelas muito engraçadas. Renatinha contou que a mãe dela sempre teve o hábito de colocar muita água nos anti-sépticos bucais. Era uma mania desagradável. Quem usa esse tipo de substância sabe do que estou falando quando há a desmedida na mistura de água. As desculpas sempre foram as mais variadas possíveis: “Não misturar águas nos anti-sépticos bucais significa render-se a exploração do consumo imposto pelos manuais de instruções das grandes indústrias responsáveis pelos hábitos das pessoas. Precisamos frear essa onda de consumo; repensar a maneira de vivermos. Não podemos ser escravos do consumo das pessoas etc etc etc”; ou ainda: “É muito forte minha, filha. Pode prejudicar os estômago. Certa vez li numa Revista que agora não lembro o nome que disse que os produtos usados na composição do produto podem não sei o que lá, não sei o que lá, não sei o que lá etc etc etc”; “Temos que economizar porque a nossa situação e a situação do país faz com que nós possamos etc etc etc entre outras desculpas de pirangueiros. Renatinha sempre se queixou da pirangagem que muitas vezes causaram desconfortos.
Fazia tempo que Renatinha não visitava sua mãe. Foi visitá-la e sua mãe quis agradá-la de todas às maneiras sem perder a insustentável leveza do seu ser: a pirangagem a fim de, inclusive, evitar maiores desavenças. Tentou fazer tudo no capricho, sem deixar muito evidente a piragagem para agradar a filha. Do carpete ao almoço; da cozinha a sala de jantar: tudo nos triques. Quando Renatinha foi escovar os dentes e usar o anti-séptico sua mãe muito feliz, a fim de fazer uma surpresa a filha, foi atrás. Ao esperar a filha escovar os dentes e bochechar a substância higiênica, a Expectativa:
“E aí, filha, notou alguma coisa diferente?”
Renata, desanimada, responde:
“Não, nada. Você continua misturando água no anti-séptico bucal”
Carinhosamente e de maneira espetacular minha sogra responde:
“É, mas a água que eu usei foi água mineral...”
Essa mulher pediu para ser pirangueira e foi para a fila três vezes!
Renata não mora mais com os pais faz muito tempo. Mas, de quando em quando, conta algumas histórias quando faz uma visita. Umas tristes, outras misteriosas e ainda há aquelas muito engraçadas. Renatinha contou que a mãe dela sempre teve o hábito de colocar muita água nos anti-sépticos bucais. Era uma mania desagradável. Quem usa esse tipo de substância sabe do que estou falando quando há a desmedida na mistura de água. As desculpas sempre foram as mais variadas possíveis: “Não misturar águas nos anti-sépticos bucais significa render-se a exploração do consumo imposto pelos manuais de instruções das grandes indústrias responsáveis pelos hábitos das pessoas. Precisamos frear essa onda de consumo; repensar a maneira de vivermos. Não podemos ser escravos do consumo das pessoas etc etc etc”; ou ainda: “É muito forte minha, filha. Pode prejudicar os estômago. Certa vez li numa Revista que agora não lembro o nome que disse que os produtos usados na composição do produto podem não sei o que lá, não sei o que lá, não sei o que lá etc etc etc”; “Temos que economizar porque a nossa situação e a situação do país faz com que nós possamos etc etc etc entre outras desculpas de pirangueiros. Renatinha sempre se queixou da pirangagem que muitas vezes causaram desconfortos.
Fazia tempo que Renatinha não visitava sua mãe. Foi visitá-la e sua mãe quis agradá-la de todas às maneiras sem perder a insustentável leveza do seu ser: a pirangagem a fim de, inclusive, evitar maiores desavenças. Tentou fazer tudo no capricho, sem deixar muito evidente a piragagem para agradar a filha. Do carpete ao almoço; da cozinha a sala de jantar: tudo nos triques. Quando Renatinha foi escovar os dentes e usar o anti-séptico sua mãe muito feliz, a fim de fazer uma surpresa a filha, foi atrás. Ao esperar a filha escovar os dentes e bochechar a substância higiênica, a Expectativa:
“E aí, filha, notou alguma coisa diferente?”
Renata, desanimada, responde:
“Não, nada. Você continua misturando água no anti-séptico bucal”
Carinhosamente e de maneira espetacular minha sogra responde:
“É, mas a água que eu usei foi água mineral...”
Essa mulher pediu para ser pirangueira e foi para a fila três vezes!

2 Comentários:
hahahaha
Minha vó coloca água naquele negócio de lavar talheres. Acho que o nome é detergente.
Bjos!
Meu pai colocava água nos shampoos. Não apenas nos dele mas, no de todos em casa. Ditadura da pirangagem...Fico pensando se vou fazer algo parecido algum dia. Com o que seria? Bom, pelo menos vpu lembrar que durante um bom tempo tive bom humor. Acho que assim vou perdoar minha língua ferina.
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